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  • Miguel Cardoso

Transformação Digital em Portugal, prós e contras

Atualizado: Out 7

Donald Trump provavelmente vai ganhar as eleições americanas porque a sua equipa, tal como as equipas de Barrack Obama e Jair Bolsonaro (entre outros líderes mundiais que neste século também ganharam contra todas as expetativas iniciais) sabem usar muito bem a tecnologia e as ferramentas de Transformação Digital em seu benefício.


Sendo certo que Obama usava essas ferramentas em benefício da justiça social, da sustentabilidade e do progresso, a equipa de Trump usa-as com outro tipo de objetivos e com grande eficiência, pelo que a probabilidade de sucesso é exponencialmente elevada por via do uso eficiente da tecnologia.


A transformação digital, desde o final do século XX, determina o sucesso político, pessoal e empresarial

Mas, o que é a transição/transformação digital?

Tem alguma coisa a ver com política!?


Mais do que com qualquer outra coisa, tem a ver com Pessoas e isso é um paradoxo!


Na wikipédia por ler-se: "Transformação digital pode ser definida como um fenómeno que incorpora o uso da tecnologia digital às soluções de problemas tradicionais".


Corretissímo, mas quem escreveu esta definição já alguma vez tentou implementar a Transformação Digital numa organização em que as pessoas não estão alinhadas com este "fenómeno"?

Boa sorte...


No fim do dia, são as pessoas que usam (ou não) a tecnologia e a usam (ou não) de forma eficiente

E, pela minha experiência, a tecnologia é apenas uma ferramenta para que, com as mesmas pessoas e com uma melhoria dos processos, se aumente a Eficiência, se alcancem melhores Resultados e, acima de tudo, haja mais Qualidade de Vida no Trabalho.


Quando devidamente utilizada, a transformação digital é um benefício para as pessoas, para as empresas e para o estado.


Foi com esta visão que consegui obter resultados relevantes em crescimento de vendas e da produtividade sem mudanças nas equipas, implementando novas tecnologias e processos de trabalho mais eficientes e motivando toda a equipa para objetivos comuns.


Alguns exemplos


Em 2010, estava na direção de marketing do Grupo M.A.Salgueiro (pouco conhecido do público em geral, mas uma referência em B2B nos segmentos das tapeçarias, têxtil-lar e da decoração).

Nas visitas com a equipa de vendas aos clientes, apercebi-me de 3 coisas:


» A quantidade de chamadas telefónicas de clientes a fazer encomendas que os vendedores recebiam ao longo do dia e que, muitas vezes, não podiam atender no imediato porque estavam a reunir com outros clientes;

» A quantidade de clientes que já não sabia onde estavam os catálogos e as amostras da M.A.Salgueiro e muito menos os "prints" de stocks que lá tinham deixado na última visita;

» A quantidade de chamadas que os vendedores recebiam do Departamento Financeiro para ligarem aos clientes a dizer que as encomendas tinham sido recusadas pelo seguro de crédito.

Solução: no site institucional do grupo, inserir uma área de cliente em que a tecnologia permitia que os processos descritos acima (e outros que também eram uma "dor") fossem realizados em tempo real sem intervenção da equipa de vendas que estava no terreno.


Ainda antes de começar a efetivar-se (quando foi apresentado), já havia um boicote a esta "transformação digital" por parte da equipa de vendas, sendo que o processo só se tornou eficiente e transformador porque

as Pessoas da equipa receberam formação, acompanharam o processo, as suas opiniões foram ouvidas e tidas em conta e tiveram acesso à tecnologia

neste caso iPads que o Diretor Comercial mandou comprar em França (ainda não tinham sido lançados em Portugal quando este "procurement" B2B começou a funcionar) para verem as encomendas "a cair" em tempo real desde o 1º dia!


O receio que tinham ser despedidos (e substituídos por "um site") era totalmente infundado. Passaram a ter muito mais tempo para se dedicar à prospeção, inclusive conseguindo cativar compradores de grande contas por via da nova vantagem tecnológica face à concorrência.

Aumentaram consideravelmente as comissões ganhas e a qualidade de vida no trabalho (antes desta transformação digital, no final das reuniões com clientes, tinham 15 a 20 chamadas para devolver, muitas das quais com problemas ou situações que não podiam solucionar).


Mais tarde, no final de 2017 fui convidado para responsável de uma área de negócio relativamente recente na LivingTours, a do marketing digital.

O desafio interrompido pelo Covid-19 era criar um marketplace europeu de tours e experiências turísticas até 2022, tanto no segmento B2C, como no B2B.

Nos primeiros 2 anos, praticamente quintuplicamos o volume de vendas, de 100k€ para quase 500k€ e isto só trabalhando ainda os mercados português e espanhol.

A equipa cresceu de 2 para 12 pessoas. Contudo, ainda ouço recorrentemente dizer que: "A transformação digital vai roubar empregos"

Qual foi o segredo deste crescimento de vendas?

1º» a melhoria da experiência dos utilizadores (clientes)

2º» o uso de ferramentas de trabalho mais eficientes por parte da equipa


No 1º âmbito, a melhoria da experiência dos utilizadores, foram introduzidas inúmeras alterações como, por exemplo, passar da aceitação de 1 só método de pagamento » paypal (o pior para a empresa em termos de comissionamento e reembolsos) para várias possibilidades de pagamento mediante a nacionalidade dos clientes.

Uma mudança win-win para os clientes e para a empresa.


Outra foi passar a existir um chat online em tempo real e atendimento por whatsapp.

Mais de 60% das vendas, antes de se efetivarem, passavem por estes canais de atendimento.

As dúvidas colocadas em tempo real, eram respondidas em tempo real e convertidas em vendas no momento.

Previamente, o cliente enviava uma mensagem no formulário de contacto, passado algum tempo recebia um email e, por vezes, passavam-se dias em trocas de n emails para vendas, por vezes, de 10€, 12€, 15€ ou então quem nem se efetivavam...


Muitas outras melhorias foram efetuadas na experiência dos clientes em conformidade com as diretrizes EAT do Google (a maior autoridade na mundial em comércio eletrónico) seja na vertente orgânica como nas campanhas pagas.

Tudo isto feito em equipa e por uma equipa motivada para o uso das ferramentas disponibilizadas pela transformação digital na função que exercem, que passou a ser desempenhada de forma mais eficiente e criadora de mais valias tanto para a empresa como para a equipa, que passou a ter maior qualidade de vida no trabalho.


Emails desnecessários, telefonemas dispensáveis, interrupções constantes foram resolvidas com a introdução no dia a dia de trabalho de aplicações de automação

de processos de trabalho repetitivos e sem valor acrescentado, libertando tempo para tarefas bem mais úteis com foco na venda.



A indústria 4.0 e a sustentabilidade digital / vertical


O receio de perda de emprego por via da transformação digital é fundamentado na indústria, em que a mão de obra humana é, cada vez mais vezes, substituída por robôs.

Contudo, estamos a falar de trabalhos repetitivos, iminentemente físicos e com pouca ou nenhuma criatividade e valor acrescentado.


Mas, há toda uma outra indústria de produção e prestação de serviços que se cria no âmbito da robótica e novos postos de trabalho que surgem fruto da indústria 4.0: Programadores, Engenheiros Eletrónicos, de Sistemas, de Computação (entre inúmeras outras engenharias),

Desenhadores, Gestores de Projeto, Responsáveis de Crescimento, Técnicos de Sustentabilidade, Técnicos de Suporte e Apoio ao Cliente, Diretores de Felicidade Corporativa são profissões cuja procura vai crescer exponencialmente. E muitas outras profissões ainda vão surgir.


Vai haver um período de adaptação com muitas dificuldades para a mão-de-obra menos qualificada mas, no longo prazo, os novos postos de trabalho que se criam mais que compensam os que desaparecem.


Adicionalmente, serão criados postos de trabalho por via da generalização de empresas de tecnologia e serviços que atuam no desenvolvimento e comercialização de soluções que têm como objetivo melhorar as condições ambientais, económicas e sociais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.



Estas empresas vão comercializar produtos e serviços em áreas tais como: valorização, gestão e controlo de resíduos; controlo de perda de água; eficiência energética; automação comercial, industrial e predial; Projetos e readequação de ETEs; ETAs, ETOs; ambiente eletrónico de negócios; monitoramento e gestão ambiental; análise e viabilidade de projetos; soluções em biotecnologia, entre muitas outras soluções.


A transformação é um benefício para as pessoas, para as empresas e para o Estado


O seu uso adequado permite tornar o fluxo de trabalho mais eficiente:

as mesmas pessoas, finalmente a trabalhar em equipa, na mesma direção, sem conflitos, e criando mais valias com ferramentas e aplicações que permitem escalar a produtividade com foco no resultado e no desenvolvimento pessoal.


Contudo, há uma tendência crescente de aproveitamento das ferramentas de transformação digital para outras finalidades.

Por exemplo, fenómenos como o ISIS, a dark web, a ascensão do populismo político, a pressão laboral sobre os trabalhadores menos qualificados, o fabrico e divulgação de fakenews por canais digitais com objetivos políticos a alastrar para o mundo dos negócios.

Recentemente, no Brasil, uma empresa foi condenada por uso de links patrocinados vinculados à concorrente, uma prática cada vez mais comum em campanhas pagas de anúncios online.


A Google, o Facebook, e todas as empresas tecnológicas online, certamente não vão regular esta matéria porque seria contrário aos seus interesses comerciais.


Pelo que cabe a todos nós, tanto quem trabalha em transformação digital como noutras áreas de negócio online e offline, alertar para situações, políticas corporativas e comportamentos que adulterem os benefícios da transformação digital para finalidades "menos adequadas".


E se o pós-confinamento devido à pandemia do Covid-19 trouxe "velhos hábitos" de volta: trânsito, stress, conflitos entre colegas de trabalho, rotinas sem valor acrescentado, etc » também é verdade que o confinamento criou hábitos, processos e metodologias (teletrabalho, formação online, adaptação das lideranças ao trabalho remoto, maior partilha e difusão de conhecimento, crescente preocupação com a sustentabilidade) criadoras de valor permitidas pela transformação digital.



Necessita de algum esclarecimento ou tem alguma questão sobre o que leu?


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» Miguel Cardoso - miguel.c@cucabytech.pt

Podemos ajudar a implementar a Transformação Digital, assim como em processos de Formação, Internacionalização, Sustentabilidade e outros para: Fazer crescer o seu negócio.

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